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O acompanhamento clínico e laboratorial dos pacientes com Doença de Gaucher tipo I deve ser determinado pelo médico assistente de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, mas de um modo geral, é recomendado internacionalmente um acompanhamento básico que avalia as condições clínicas, hematológicas, viscerais e ósseas dos pacientes que estão ou não fazendo algum tipo de tratamento.
A avaliação clínica consiste de uma anamnese (entrevista médica) e exame físico completo que devem ser realizados no primeiro contato e depois, pelo menos uma vez a cada 12 meses. A avaliação hematológica inclui a dosagem de hemoglobina e a contagem de plaquetas. Como complementação da avaliação laboratorial no sangue também é sugerida a realização de marcadores bioquímicos como a enzima quitotriosidase, a enzima conversora da angiotensina (ECA) e a fosfatase ácida tartarato resistente (TRAP). A avaliação visceral, que consiste na medida do volume do fígado e do baço, pode ser realizada através de ecografia, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética. A avaliação óssea é realizada com o Raio-x do fêmur e da coluna, com a ressonância nuclear magnética do fêmur e com a densitometria óssea da coluna e da cabeça do fêmur. Estes exames não estão inteiramente disponíveis em todos os centros de tratamento no Brasil.
O acompanhamento básico recomendado para os pacientes que não estão em tratamento é a realização das avaliações hematológica e laboratorial a cada 12 meses e das avaliações visceral e óssea a cada 12 ou 24 meses.
Naqueles pacientes em tratamento, mas que ainda não atingiram os objetivos terapêuticos, é recomendada a realização das avaliações hematológica e laboratorial a cada 3 meses e das avaliações visceral e óssea a cada 12 meses.
Nos pacientes em tratamento mas que já atingiram os objetivos terapêuticos é recomendado a realização das avaliações hematológica, laboratorial, visceral e óssea a cada 12 ou 24meses.
Também é recomendado que todas essas avaliações e exames devam ser realizados quando ocorrerem complicações clínicas relevantes, mudança na dose ou esquema de administração do medicamento ou ainda quando for realizada a troca ou substituição do medicamento.